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Colunas
13/01/2026 - 11h07
Parabéns, Patrocínio!

Na segunda-feira, dia 12, nossa cidade completou 152 anos de instalação. Seria a data correta de seu aniversário, quando deixou de ser vila e não o 7 de abril, data de sua emancipação política.

Alguns acreditam que a data não é amplamente valorizada por ocorrer em período de férias. Seria isso mesmo?  

Conforme já registrado diversas vezes por Eustáquio Amaral, elencamos aqui alguns dados de suas minuciosas e fidedignas pesquisas:

- Foi a Lei número 1995, de 13 de novembro de 1873, que eleva à “categoria de cidade a villa do Patrocínio, e incorpora ao mesmo município a freguesia de Sant’Anna do Espírito Santo, assim sancionada: 

Venâncio José d’Oliveira Lisboa, Presidente da Província de Minas Gerais, faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa Provincial decretou, e eu sancionei a lei seguinte:

Art. 1º - Fica elevada à cathegoria de cidade, e com a mesma denominação, a villa do Patrocínio.

Art. 2º - Será incorporada ao município da referida cidade a freguezia de Sant’Anna do Espírito Santo, desmembrada para este fim do município de Santo Antonio dos Patos”.

Sancionada a lei, foram necessárias adequações administrativas e materiais para a mudança de vila para cidade, instalada oficialmente em 12 de janeiro de 1874.

- Até o final do Império, o presidente da Câmara, chamado agente executivo, era também o prefeito. Tivemos então a primeira Câmara Municipal da cidade, composta por 7 vereadores: Joaquim Pedro Barbosa (Presidente), Antônio Gonçalves de Melo, Delfino Gomes Roiz Câmara, Felisbino Gonçalves dos Reis, Francisco Albino da Rocha, Jacintho de Faria Vellozo e Joaquim Gonçalves Torres.

- Joaquim Pedro Barbosa ficou no cargo de 1874 a 1877. Faleceu em 11 de outubro de 1879, aos 61 anos de idade, deixando esposa e 8 filhos.

- Em 1872, Patrocínio contava com 31.378 habitantes, incluindo os distritos de Coromandel, Abadia dos Dourados e Serra do Salitre. No ranking do Império, ocupava o 65º. lugar mais populoso e o 28º. da província de Minas.

- Em 1864, Bernardo de Moraes Bueno (também conhecido como Bernardo Bueno da Silva) era um dos vereadores da vila e coordenou o movimento para elevação de vila à cidade contando com o apoio dos também vereadores Joaquim Antônio de Magalhães (ex-agente executivo), Joaquim Pedro Barbosa e Antônio Correa Rangel (líder que foi prefeito, vereador, presidente da Câmara e delegado em um mesmo tempo e ainda juiz municipal substituto). Contou ainda com o escrivão Francisco Alves de Souza e Oliveira.

- Sebastião Elói contava que Bernardo Bueno frequentava o poder provincial em Ouro Preto e era muito prestigiado. Foi vereador por seis mandatos e teria sido também agente executivo. Tio-avô de um dos primeiros jornalistas de Patrocínio, José Elói dos Santos que é o avô do Zé Elói (mais1online).

- Segundo o “Almanak” Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas, em 1864, Patrocínio contava com 20.616 “almas” (habitantes) e 1.718 “votantes” (eleitores).

- Nesse tempo, a cadeia e a câmara ficavam na mesma edificação no Largo do Rosário (Praça Honorato Borges) e a prefeitura era no Largo da Matriz (Casa da Cultura, Museu Hugo Machado da Silveira)

    Nossa homenagem à cidade aniversariante que é sempre apoio, amparo, proteção e auxílio de todos que por ela procuram.



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