Na segunda-feira, dia 12,
nossa cidade completou 152 anos de instalação. Seria a data correta de seu
aniversário, quando deixou de ser vila e não o 7 de abril, data de sua
emancipação política.
Alguns acreditam que a data não é amplamente valorizada por ocorrer em
período de férias. Seria isso mesmo?
Conforme já registrado diversas vezes por Eustáquio Amaral, elencamos
aqui alguns dados de suas minuciosas e fidedignas pesquisas:
- Foi a Lei número 1995, de 13 de novembro de 1873, que eleva à
“categoria de cidade a villa do Patrocínio, e incorpora ao mesmo município a
freguesia de Sant’Anna do Espírito Santo, assim sancionada:
“Venâncio José d’Oliveira Lisboa,
Presidente da Província de Minas Gerais, faço saber a todos os seus habitantes
que a Assembleia Legislativa Provincial decretou, e eu sancionei a lei
seguinte:
Art. 1º - Fica elevada à cathegoria de cidade,
e com a mesma denominação, a villa do Patrocínio.
Art. 2º - Será incorporada ao município da
referida cidade a freguezia de Sant’Anna do Espírito Santo, desmembrada para
este fim do município de Santo Antonio dos Patos”.
Sancionada a lei, foram necessárias adequações
administrativas e materiais para a mudança de vila para cidade, instalada
oficialmente em 12 de janeiro de 1874.
- Até o final do Império, o presidente da
Câmara, chamado agente executivo, era também o prefeito. Tivemos então a
primeira Câmara Municipal da cidade, composta por 7 vereadores: Joaquim Pedro
Barbosa (Presidente), Antônio Gonçalves de Melo, Delfino Gomes Roiz Câmara,
Felisbino Gonçalves dos Reis, Francisco Albino da Rocha, Jacintho de Faria
Vellozo e Joaquim Gonçalves Torres.
- Joaquim Pedro Barbosa ficou no cargo de 1874
a 1877. Faleceu em 11 de outubro de 1879, aos 61 anos de idade, deixando esposa
e 8 filhos.
- Em 1872, Patrocínio contava com 31.378
habitantes, incluindo os distritos de Coromandel, Abadia dos Dourados e Serra
do Salitre. No ranking do Império, ocupava o 65º. lugar mais populoso e o 28º.
da província de Minas.
- Em 1864, Bernardo de Moraes Bueno (também
conhecido como Bernardo Bueno da Silva) era um dos vereadores da vila e coordenou
o movimento para elevação de vila à cidade contando com o apoio dos também
vereadores Joaquim Antônio de Magalhães (ex-agente executivo), Joaquim Pedro
Barbosa e Antônio Correa Rangel (líder que foi prefeito, vereador, presidente
da Câmara e delegado em um mesmo tempo e ainda juiz municipal substituto).
Contou ainda com o escrivão Francisco Alves de Souza e Oliveira.
- Sebastião Elói contava que Bernardo Bueno
frequentava o poder provincial em Ouro Preto e era muito prestigiado. Foi
vereador por seis mandatos e teria sido também agente executivo. Tio-avô de um
dos primeiros jornalistas de Patrocínio, José Elói dos Santos que é o avô do Zé
Elói (mais1online).
- Segundo o “Almanak” Administrativo, Civil e
Industrial da Província de Minas, em 1864, Patrocínio contava com 20.616
“almas” (habitantes) e 1.718 “votantes” (eleitores).
- Nesse tempo, a cadeia e a câmara ficavam na
mesma edificação no Largo do Rosário (Praça Honorato Borges) e a prefeitura era
no Largo da Matriz (Casa da Cultura, Museu Hugo Machado da Silveira)
Nossa homenagem à cidade
aniversariante que é sempre apoio, amparo, proteção e auxílio de todos que por
ela procuram.







